5 - Bjork Ela toca piano, flauta e harpa, tem uma voz doce com uns rasgos de excentricidade nunca antes vistos... É verdade que preciso de estar num estado de espírito muito específico para a ouvir, mas quando o faço é-me impossivel ficar indiferente. Para mim, o melhor albúm é Debut (1993) e a melhor faixa "Venus as a Boy" - he believes in beauty...he's venus as a boy .
4- Loreena Mckennitt Música inspirada em obras literárias, em contos tradicionais, mitos celtas e orientais. Ouvir Loreena é iniciar uma viagem pelos 5 sentidos. É impossivel recomendar apenas 1 dos seus albúns... oiçam-nos todos porque vale mesmo a pena.
3- Alanis Morissette Mais uma senhora do Canadá (contam-se pelo menos 3 neste top) que transborda talento. Letras cheias de força e ironia acompanhadas por misturas de ritmos alucinantes. Confesso que fiquei desiludida quando, há uns anos, Alanis apareceu como a nova "diva" da música deixando para trás aquele ar revolucionário e "vegetariano" que a caracterizava, mas parece que já recuperou um pouco disso... espero eu que assim seja e que no RIR a consiga ver no seu melhor.
2 - Edith Piaf Fiquei rendida depois de ver La Vie en Rose. Já conhecia algumas das músicas que desde sempre foram cantaroladas aqui por casa, mas conhecer Edith Piaf, a sua história de vida, o seu mau génio, a forma como vivia cada segundo da sua fama obrigou-me a (re)descobrir todo o seu legado e a apaixonar-me de cada vez que a oiço.
1- Tori Amos
"And in the mist There she rides And castles are burning in my heart And as I twist I hold tight And I ride to work every morning Wondering why"Sit in the chair and be good now" And become all that they told you"
Ironia, humor negro, estilo, plumas e purpurinas seriam os ingredientes principais. Misturando com algumas luzes e passos de cabaret transforma o Kitsch numa coisa única e apetecível. Seria um daqueles concertos a que iria mesmo só conhecendo 1 música.
9 - Jane Monheit
Uma das vozes mais bonitas do jazz estudou clarinete e fez diversos musicais em teatros amadores. No último album, "Surrender", mistura divinamente o jazz com bossa nova. A não perder, mesmo!
8- Marisa Monte
"Bem que se quis depois de tudo ainda ser feliz mas já não há caminhos pra voltar. E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?"
7 - Dani Klein (Vaya con Dios)
É esta a voz inesperada que surge após as primeiras notas aciganadas de canções que prometem (e cumprem) arrancar-nos desta tão melancólica visão lusa e deixar-nos contagiar por aquilo que nuestros hermanos têm de melhor: a dança e a alegria de viver.
6- Linda Perry
O que há ainda a dizer sobre Linda Perry? Já lhe inventaram tudo, até uma pseudo-morte-suicidio que me levou às lágrimas no alto dos meus 10 anos. Actualmente ainda escreve as letras mais bonitas e com mais significado do panorama "woman pop"; os 4 non blondes tiveram uma passagem rápida mas forte nos anos 90 (havia quem vibrasse ao som da cassete deles -> moi meme) e a sua mensagem continua ainda tão actual como o era antes (ou talvez hoje ainda o seja mais), afinal " what's going on?"
"He said you're really an ugly girl But I like the way you play And I died But I thanked him Can you believe that Sick, sick, holding on to his picture Dressing up every day I wanna smash the faces of those beautiful boys Those Christian boys"
Já escrevi e apaguei palavras milhares de vezes apenas para começar este post. É difícil escrever a ouvir Tori Amos... sabe sempre a pouco, parece sempre medíocre comparado com o que sai das colunas. Faz-me pensar no que existe hoje. No que se escreve, nas músicas que se fazem, na postura que se tem na vida, na incapacidade crónica de pensar os pensamentos. A essência humana é a capacidade de pensar, de prever, de reflectir sobre as coisas, sobre o mundo que nos rodeia, sobre porquês e como e quandos. E é tão difícil encontrar alguém disposto a ser humano por alguns minutos... É tão raro encontrar mais do que "cadáveres adiados que procriam", tão frustrante ver pais que não querem saber educar os filhos, crianças sem pele afectiva, que não são incentivadas a criar, a cair e a levantarem-se com arranhões e a prosseguirem. O que vejo são crianças-adultos ou adultos-crianças. Tudo trocado numa sociedade sem rei nem roque. O que vejo são seres que desistem sem tentar por medo do fracasso, por não terem quem os agarre se escorregarem, seres que descartam o outro porque este simplesmente nunca esteve lá. Verdadeiramente.
"Viste como conseguiste? Basta acreditares em ti! Parabéns T."
E no sítio ideal para mim. Perto de casa mas longe da confusão urbana, um sítio cheio de paz com pessoas genuínas que parecem conseguir apreciar a viagem e não apenas a chegada. O melhor? Não é um ginásio! (não sei se já referi mas os ginásios enervam-me... os cheiros, o barulho, as pessoas que passeiam por lá...grrrr vade retro!)Nesta primeira semana descobri músculos que nem sequer sonhava com a sua existência e (re)aprendi a respirar... e sim, o mundo parece mais fácil depois de sair de lá. Não sei se ficarei lá mais de 6 meses, e isso nem sequer é importante, mas neste momento sinto que é um refúgio perfeito.
Fernando Pessoa Clube dos Poetas Mortos Outono Dança Livros Falar comigo própria Tempo Chocolate à chuva Sonhos Meias quentes 7 e 9 Teclas de piano Passos de alguém a chegar Mão no cabelo e nos pés Metade vazio A voz